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Robô Fiscal — CLPT Construtora

Um analista fiscal interno automatizado: cruza notas de fornecedores, ordens de compra, títulos financeiros e regras tributárias para sinalizar apenas o que precisa de julgamento humano — antes da nota chegar ao contador, quando os campos fiscais ainda podem ser corrigidos.

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Módulos no painel
3
Fontes de dados externas
6
Regras fiscais ativas
24/7
Sincronização automática

01O que é o robô fiscal

Não é um substituto da contabilidade — é uma camada de vigilância que roda antes dela.

Hoje, problemas fiscais costumam ser descobertos tarde: quando a nota já chegou ao escritório de contabilidade e os campos tributários não podem mais ser editados. O robô fiscal existe para antecipar essa análise para o momento em que a nota chega ou é emitida, classificando o risco de cada fornecedor pelo regime tributário (Simples Nacional, lucro presumido/real, MEI) e pela elegibilidade a gerar crédito, e removendo o gargalo de revisão manual do time de compras.

O sistema reúne dados que hoje vivem espalhados — ERP de compras, cadastro da Receita Federal, notas de serviço recebidas — em um único lugar, aplica um conjunto de regras testadas sobre eles, e apresenta achados, créditos potenciais e retenções pendentes de revisão para um operador humano decidir.

02Como os dados fluem

Da sincronização com as fontes externas até o painel executivo, em cinco etapas.

Etapa 1
Sincronização
Busca periódica no ERP CRTI, na Receita Federal e na ADN Nacional (NFS-e).
Etapa 2
Estruturação
Notas viram itens (NCM/CFOP/CST), tributos são somados, fornecedores ganham regime.
Etapa 3
Casamento
Notas são conciliadas com títulos financeiros e alocadas a obras.
Etapa 4
Motor de regras
Regras testadas verificam cada nota/item e geram achados, créditos e retenções.
Etapa 5
Revisão humana
Um operador do financeiro decide, valida créditos e aprova retenções.

03Fontes de dados

Três origens externas alimentam o sistema — cada uma com um papel diferente.

Cr

CRTI — ERP da CLPT

Fonte principal · sem certificado digital

integração ativa

O sistema de gestão que a CLPT já usa no dia a dia. É de onde vêm as notas de fornecedores, as ordens de compra, os títulos a pagar/receber e os pagamentos de tributos já efetivados.

Alimenta: notas recebidas e emitidas, fornecedores, títulos, ordens de compra, apuração de tributos.

nfe_terceiroscontas_pagar_receberfaturamento_geralpagamentos_efetivados
Rf

Receita Federal

Regime tributário do fornecedor

integração ativa

O CRTI não informa o regime tributário do fornecedor (CRT). O robô consulta três provedores públicos em cascata pelo CNPJ, guarda o resultado por 15 dias e nunca consulta CPF (dados de pessoa física ficam de fora, por privacidade).

Alimenta: classificação de risco e elegibilidade a crédito de cada fornecedor.

BrasilAPIMinhaReceitaReceitaWS
Nf

ADN Nacional — NFS-e

Notas de serviço recebidas · certificado digital

recém-ativada

O CRTI não expõe notas de serviço (NFS-e) recebidas de terceiros. Para preencher essa lacuna, o robô se conecta diretamente ao Ambiente de Dados Nacional do governo, autenticando com o certificado digital A1 da CLPT (o certificado é a própria credencial — sem usuário/senha).

Alimenta: notas de serviço recebidas — base para detectar retenção de INSS/IRRF/ISS.

/contribuintes/DFe/{NSU}mTLS · certificado .pfx

04Módulos do painel

Cada página do painel, o que ela mostra e de onde os dados vêm.

PáginaO que mostraOrigem dos dados
Visão geral/dashboardKPIs gerais: fornecedores, notas recebidas/emitidas, divergências, fornecedores de alto risco.CRTI + Receita Federal
Inteligência fiscal/dashboard/inteligencia-fiscalPainel executivo consolidado: achados por severidade, créditos por tributo, retenções a revisar.Achados + créditos + fornecedores + NFS-e
Notas recebidas/dashboard/notasNotas de fornecedores (compras): itens, NCM/CFOP/CST, ICMS/IBS/CBS, rateio por obra.CRTI · nfe_terceiros
Notas emitidas/dashboard/notas-emitidasNF-e, NFS-e e CT-e emitidos pela própria CLPT.CRTI · faturamento_geral
NFS-e recebidas/dashboard/nfse-recebidasNotas de serviço recebidas de terceiros, com valor, ISS e retenção quando aplicável.ADN Nacional (certificado digital)
Conciliação NF-e (SEFAZ)/dashboard/conciliacao-nfeNF-e emitidas contra a CLPT segundo a SEFAZ, comparadas com o que já está lançado no CRTI.SEFAZ · Distribuição DF-e
Fornecedores/dashboard/fornecedoresRegime tributário, situação cadastral, elegibilidade a crédito, score de risco.CRTI + Receita Federal
Títulos/dashboard/titulosContas a pagar/receber casadas com notas fiscais; sinaliza divergência de valor e nota faltante.CRTI · contas_pagar_receber
Ordens de compra/dashboard/ordens-compraOrdens de compra e de serviço: fornecedor, comprador, material/aplicação, situação, valores.CRTI · oc_os_analitico
Obras/dashboard/obrasCadastro de obras e rateio de notas entre elas (percentual ou valor por obra).Interno
Regras fiscais/dashboard/regras-fiscaisCadastro de cada regra do motor: categoria, vigência, base legal, ativar/desativar.Interno
Achados fiscais/dashboard/achados-fiscaisInconsistências detectadas pelo motor de regras, com fluxo de status para revisão.Motor de regras fiscais
Retenções/dashboard/retencoesPossíveis retenções de INSS/IRRF/ISS não confirmadas — revisão e registro manual.Heurística + controle manual
Créditos tributários/dashboard/creditosCréditos potenciais de ICMS/PIS/COFINS/IBS/CBS por nota, com fluxo de validação e uso.Itens de nota + regime do fornecedor
Apuração de tributos/dashboard/apuracao-tributosTributos pagos (DIFAL, ISS, FGTS, INSS, IRRF, COFINS) vs. ICMS apurado nas notas recebidas.CRTI · pagamentos_efetivados
Parâmetros/dashboard/parametrosTolerâncias e limiares usados pelas análises (ex: divergência de valor entre título e nota).Interno

05Motor de regras fiscais

Cada regra é uma função de código testada — não uma fórmula configurável na tela. O que é editável no painel é a vigência e a base legal de cada regra, não a lógica em si. Essa escolha é deliberada: evita um motor de regras "mágico" cujo comportamento ninguém consegue auditar linha a linha.

Regras ativas hoje

DOC_CANCELADA

Sinaliza notas cuja situação indica cancelamento, para revisão manual.

ITEM_NCM_VAZIO

Item de nota sem classificação fiscal de mercadoria.

ITEM_CFOP_VAZIO

Item sem código de operação fiscal.

ITEM_CST_VAZIO

Item sem situação tributária definida.

VALOR_SOMA_ITENS_DIVERGENTE

Soma dos itens diverge do total da nota além da tolerância configurada em Parâmetros.

RETENCAO_MAO_DE_OBRA_POSSIVEL

Heurística por palavra-chave na descrição do título financeiro — sempre confiança baixa, nunca confirma sozinha que a retenção deveria ter ocorrido.

06Achados, retenções e créditos

Achados fiscais

Toda vez que uma regra encontra um problema, nasce um achado com um fluxo de status:

ABERTO→EM_ANALISE→RESOLVIDO/DESCARTADO

Um achado descartado pode reaparecer se a regra rodar de novo e o problema ainda existir — isso é intencional, não um bug.

Créditos tributários

Um crédito nasce quando uma nota de fornecedor que gera crédito tem ICMS/PIS/COFINS/IBS/CBS destacado nos itens:

IDENTIFICADO→VALIDADO→APROVEITADO

Só é possível registrar uso/estorno de um crédito depois que ele é validado por um contador — o sistema nunca assume elegibilidade sozinho.

Retenções

Diferente de crédito, retenção não tem fonte de dado automática hoje — nenhum portal do governo publica o valor que deveria ter sido retido.

A tela de Retenções é um fluxo assistido: a heurística RETENCAO_MAO_DE_OBRA_POSSIVEL aponta candidatos, e um humano registra manualmente se deveria ter havido retenção, se houve de fato, e a diferença.

07Limitações conhecidas

Transparência sobre o que o sistema ainda não faz sozinho — para não confiar cegamente em nenhum número.

Apuração de tributos só tem comparação real para ICMS (DIFAL pago × ICMS destacado nas notas).

FGTS, INSS, IRRF, COFINS e ISS aparecem apenas como "pago" — não existe hoje uma base de apuração comparável para eles no sistema.

Retenção de INSS/IRRF/ISS é heurística, não uma confirmação.

Baseada em palavra-chave na descrição do título financeiro; sempre marcada com confiança baixa e exige validação da contabilidade antes de qualquer ação.

A NFS-e recebida ainda não é cruzada automaticamente com títulos/retenções.

A integração com a ADN Nacional é recente — o próximo passo natural é usar esses dados reais para elevar a confiança da regra de retenção.

O CRTI não avisa "o que mudou desde a última sincronização".

A sincronização varre uma janela de datas de emissão e usa a chave de acesso para não duplicar — não existe um sinal de "atualizado desde X".

Nenhum portal do governo expõe o valor de uma retenção tributária pronto para consulta.

Nem a Receita Federal nem o portal de NF-e/Manifestação do Destinatário calculam ou publicam INSS/IRRF/ISS retido — esse valor nasce do contrato entre CLPT e o fornecedor, não de uma base pública.

08Arquitetura e operação

Como o sistema é construído e mantido no dia a dia — em termos gerais, sem expor credenciais.

Aplicação
Next.js 16 (App Router), TypeScript
Server Actions por módulo
Banco de dados
MySQL/MariaDB via Prisma ORM
migrações versionadas
Autenticação
Login por credenciais (NextAuth)
papéis: ADMIN · CONTADOR · ANALISTA · COMPRADOR
Hospedagem
Servidor dedicado da CLPT
serviço systemd + proxy nginx
Deploy
Backup do banco → build → reinício do serviço
sempre precedido de mysqldump
Permissões
Ações de escrita restritas por papel
compras não edita regras/achados

09Próximos passos

  1. 1
    Rodar uma sincronização completa de NFS-e recebidasConfirmar em produção que os dados de serviços tomados de terceiros estão corretos ponta a ponta.
  2. 2
    Usar a NFS-e real para melhorar a regra de retençãoSubstituir parte da heurística por palavra-chave por dados reais de ISS e valor de serviço, quando disponíveis.
  3. 3
    Sincronizar o histórico completo de apuração de tributosPopular a tela de Apuração de tributos com um período histórico maior, não só o teste inicial.
  4. 4
    Avaliar levar o robô fiscal para outros clientes de contabilidadeA arquitetura já separa o que é específico da CLPT (CRTI) do que é genérico (motor de regras, créditos, achados).